Algumas imagens de hoje (fiquei lá das 17 às 19h, o protesto foi até às 20h) - estávamos atrás da Abadia de Westminster, e de frente para o Parlamento. Não é a localização ideal para os protestos (que geralmente ocorrem na Trafalgar Square) e a turma ficou meio apertada ali na praça, mas deu pra fazer barulho!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Todo o nosso apoio
Então lá fomos nós para Westminster, fazer um pouquinho pra dar uma força. Olha, foi super legal, o pessoal tava animado, muitos cartazes, todo mundo na mesma "vibe" mas admito que faltou aquela emoção, aquele arrepio na espinha de estar no olho do furacão. Me senti pequena, mas tambem fiquei orgulhosa quando precisei explicar para os gringos curiosos o que estava acontecendo.
domingo, 16 de junho de 2013
52 objetos: semana 44
O que é: xícaras de café e pires de porcelana pintados a mão, que pertenciam a minha vó materna
Onde fica: num dos armários da cozinha
Por que foi escolhido: me lembro que desde pequena, quando ia lá nos meus avós em Joinville, tomava café com leite nessas xícaras. Sempre que a gente chegada de viagem, minha vó botava a mesa do café. Acho que foi lá que devo ter tomado café com leite pela primeira vez.
E o que mais: essas xícaras ja eram antigas quando eu era pequena, e estão super bem conservadas. Calculo que elas tenham uns 40/45 anos. São delicadas: não dá pra colocar na máquina de lavar ou no microondas, então eu não uso muito no dia a dia. Mas são lindas demais, a delicadeza das flores pintadas a mão não tem igual.
Onde fica: num dos armários da cozinha
Por que foi escolhido: me lembro que desde pequena, quando ia lá nos meus avós em Joinville, tomava café com leite nessas xícaras. Sempre que a gente chegada de viagem, minha vó botava a mesa do café. Acho que foi lá que devo ter tomado café com leite pela primeira vez.
E o que mais: essas xícaras ja eram antigas quando eu era pequena, e estão super bem conservadas. Calculo que elas tenham uns 40/45 anos. São delicadas: não dá pra colocar na máquina de lavar ou no microondas, então eu não uso muito no dia a dia. Mas são lindas demais, a delicadeza das flores pintadas a mão não tem igual.
sábado, 15 de junho de 2013
Exposição: George Bellows, Modern American Life
Consegui visitar essa exposição na Royal Academy of Arts no penúltimo dia dela, há pouco mais de uma semana. Eu nunca tinha ouvido falar de George Bellows, mas fiquei atraída pela imagem usada para as propagandas no metrô, dessa obra aqui:
Bellows nasceu no fim do século 19 e morreu em 1925, muito jovem ainda, aos 42 anos. Pelo que li, não só na exposição mas pesquisando na internet depois que cheguei em casa, ele foi o artista mais bem sucedido de sua geração, e essa foi a primeira retrospectiva do seu trabalho no Reino Unido.
O que mais me chamou a atenção nessa retrospectiva foi a variedade de estilos das pinturas e gravuras: desde paisagens e retratos às lutas de boxe clandestinas em NY no começo do século. Mas não só isso: o tipo de pincelada muda também, é difícil acreditar que uma mesma pessoa seja tão talentosa a ponto de pintar quadros tão diferentes.
Enfim, adorei. Uma pena que a exposição tenha sido tão pequena - o curioso é quue quando cheguei em casa procurei saber mais sobre ele em alguns livros de história da arte que tenho e não achei sequer uma menção. Ainda bem que trouxe o catálogo pra casa!
Bellows nasceu no fim do século 19 e morreu em 1925, muito jovem ainda, aos 42 anos. Pelo que li, não só na exposição mas pesquisando na internet depois que cheguei em casa, ele foi o artista mais bem sucedido de sua geração, e essa foi a primeira retrospectiva do seu trabalho no Reino Unido.
O que mais me chamou a atenção nessa retrospectiva foi a variedade de estilos das pinturas e gravuras: desde paisagens e retratos às lutas de boxe clandestinas em NY no começo do século. Mas não só isso: o tipo de pincelada muda também, é difícil acreditar que uma mesma pessoa seja tão talentosa a ponto de pintar quadros tão diferentes.
Enfim, adorei. Uma pena que a exposição tenha sido tão pequena - o curioso é quue quando cheguei em casa procurei saber mais sobre ele em alguns livros de história da arte que tenho e não achei sequer uma menção. Ainda bem que trouxe o catálogo pra casa!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
No repeat: Forever, Haim
Quando eu gosto muito de uma música eu escuto ela trocentas vezes por dia, acho que é porque meu conhecimento musical é bem limitado e eu parei no tempo - continuo ouvindo as músicas que eu ouvia há 10 anos e não me animo muito a procurar as novidades também.
Mas recentemente uma colega do trabalho indicou a banda Haim - e eu acabei "viciando" em uma música em particular, Forever. Tudo bem que nem é tão novidade assim, mas pra uma pessoa que tem em seu playlist Erasure, Bon Jovi e Queen, foi uma verdadeira descoberta, um refresh musical.
Aí vai, pra ficar no repeat em plena sexta feira - Forever:
Mas recentemente uma colega do trabalho indicou a banda Haim - e eu acabei "viciando" em uma música em particular, Forever. Tudo bem que nem é tão novidade assim, mas pra uma pessoa que tem em seu playlist Erasure, Bon Jovi e Queen, foi uma verdadeira descoberta, um refresh musical.
Aí vai, pra ficar no repeat em plena sexta feira - Forever:
terça-feira, 11 de junho de 2013
Renata em Londres
Eu recebo emails com uma certa frequência de pessoas com dúvidas diversas: desde quem vem a Londres a passeio e quer uma opinião de hospedagem até dos que me perguntam sobre processo pra tirar visto ou fazer intercâmbio.
Eu sempre respondo - posso não saber tirar a dúvida, mas eu sempre respondo (caso você tenha me mandado email e eu não respondi, deve ter ido pra caixa de spam ou algo do tipo). Porém, raramente recebo um feedback - seja da pessoa que veio passear ou de quem veio estudar.
Então vocês imaginam como fiquei contente quando a Renata, que me escreveu um email muito, mas muito legal, há quase 2 meses, contando que lia o blog e estava vindo pra Londres pela segunda vez, me escreveu depois que voltou de viagem. Ela não só me falou o que fez de bom por aqui como também me mandou umas fotos lindas.
Aí que eu perguntei se ela deixaria eu postar algumas dessas fotos e o relato que ela fez da viagem aqui no blog - e ela deixou!
Renata, muito obrigada mais uma vez! Não conseguimos nos encontrar dessa vez, mas sempre tem uma próxima, certo?
"Como tinha falado, eu iria pra Greenwich na primeira vez em Londres e não fui, mas não podia deixar passar dessa vez. O bairro é lindo, com aquelas ruazinhas charmosas e tranquilas, que dão a impressão de que estamos fora da cidade grande. Já senti essa atmosfera assim que cheguei pela DRL e botei o pé em Greenwich e me deparei com aquele prédio da universidade que tem um relógio. Andei pelas ruazinhas, fui para o Greenwich Park, até o Royal Observatory. Aliás, que vista INCRÍVEL temos de Londres dali. É emocionante! Aquele ventinho batendo no rosto e olhar para aquele verde e depois para os prédios da cidade. Fico feliz que vc more num bairro maravilhoso como esse, tão rico! Dá pra contar bairros que tenham tanta história, relevância, beleza e Greenwich tem tudo isso. É fácil uma cidade ter isso, mas um bairro não! Depois do almoço fui para o Discover Greenwich no Royal Naval College e cheguei até o Thames.
Sempre gostei de andar de lancha, escuna, balsa enfim, e claro que tinha vontade de fazer o passeio de barco pelo rio e não fiz da outra vez. Não poderia deixar passar e não resisti quando vi o Greenwich Pier. Comprei o meu ticket, embarquei e voltei de Greenwich de barco. Que passeio lindo e inesquecível, Helô! Além de Greenwich fui ver Londres do alto do Shard e valeu muito a pena! Escolhi o horário das 19h30 e fiquei até escurecer completamente duas horas depois. Como você bem disse no Aprendiz de Viajante, tanto o Shard e a London Eye proporcionam emoções diferentes e os dois são válidos.
Apesar de ter ido a primeira vez no Victoria & Albert Museum, Science e Natural History Museum, deixei de ir na Torre de Londres, na National Gallery e na Somerset House, pelo simples fato de eu passar com facilidade por eles e pensar em encaixá-los no meio de outros passeios, mas sempre chegava tarde para entrar em qualquer deles. Os dois últimos são incríveis e seria imperdoável não vir, de novo, todas aquelas obras na National Gallery. De graça!
Depois da Torre de Londres, fui para o outro lado do rio andar na Queens Walk num dia lindo, um sol incrível. Sentei lá por quase uma hora, só admirando a paisagem e pensando na vida. Deixei o Borough Market pro último dia. Adorei! Aproveitei e conheci a Southwark Cathedral que fica ao lado. Fui também na Saint Martin in the Fields na Trafalgar Square, onde tomei sopa na Cripta. Ambas são lindas!
Repeti outros lugares tb, como Camden Town que, com certeza, irei sempre visitar quando for à Londres. Eu AMO aquele lugar! Amo música, rock principalmente, e encontro lá muitas coisas que gosto, como pôsteres, quadros e CD´s dos meus artistas favoritos. Sem contar a diversidades de sons, comida e cultura que têm por lá e enriquece qualquer ambiente.
Esses foram os pontos principais e inéditos da minha segunda ida à Londres, sem contar as caminhadas no Hyde Park, Regent´s Park, Big Ben, Trafalgar Square etc. Espero voltar em breve porque amo essa cidade!"
Eu sempre respondo - posso não saber tirar a dúvida, mas eu sempre respondo (caso você tenha me mandado email e eu não respondi, deve ter ido pra caixa de spam ou algo do tipo). Porém, raramente recebo um feedback - seja da pessoa que veio passear ou de quem veio estudar.
Então vocês imaginam como fiquei contente quando a Renata, que me escreveu um email muito, mas muito legal, há quase 2 meses, contando que lia o blog e estava vindo pra Londres pela segunda vez, me escreveu depois que voltou de viagem. Ela não só me falou o que fez de bom por aqui como também me mandou umas fotos lindas.
Aí que eu perguntei se ela deixaria eu postar algumas dessas fotos e o relato que ela fez da viagem aqui no blog - e ela deixou!
Renata, muito obrigada mais uma vez! Não conseguimos nos encontrar dessa vez, mas sempre tem uma próxima, certo?
"Como tinha falado, eu iria pra Greenwich na primeira vez em Londres e não fui, mas não podia deixar passar dessa vez. O bairro é lindo, com aquelas ruazinhas charmosas e tranquilas, que dão a impressão de que estamos fora da cidade grande. Já senti essa atmosfera assim que cheguei pela DRL e botei o pé em Greenwich e me deparei com aquele prédio da universidade que tem um relógio. Andei pelas ruazinhas, fui para o Greenwich Park, até o Royal Observatory. Aliás, que vista INCRÍVEL temos de Londres dali. É emocionante! Aquele ventinho batendo no rosto e olhar para aquele verde e depois para os prédios da cidade. Fico feliz que vc more num bairro maravilhoso como esse, tão rico! Dá pra contar bairros que tenham tanta história, relevância, beleza e Greenwich tem tudo isso. É fácil uma cidade ter isso, mas um bairro não! Depois do almoço fui para o Discover Greenwich no Royal Naval College e cheguei até o Thames.
Sempre gostei de andar de lancha, escuna, balsa enfim, e claro que tinha vontade de fazer o passeio de barco pelo rio e não fiz da outra vez. Não poderia deixar passar e não resisti quando vi o Greenwich Pier. Comprei o meu ticket, embarquei e voltei de Greenwich de barco. Que passeio lindo e inesquecível, Helô! Além de Greenwich fui ver Londres do alto do Shard e valeu muito a pena! Escolhi o horário das 19h30 e fiquei até escurecer completamente duas horas depois. Como você bem disse no Aprendiz de Viajante, tanto o Shard e a London Eye proporcionam emoções diferentes e os dois são válidos.
Apesar de ter ido a primeira vez no Victoria & Albert Museum, Science e Natural History Museum, deixei de ir na Torre de Londres, na National Gallery e na Somerset House, pelo simples fato de eu passar com facilidade por eles e pensar em encaixá-los no meio de outros passeios, mas sempre chegava tarde para entrar em qualquer deles. Os dois últimos são incríveis e seria imperdoável não vir, de novo, todas aquelas obras na National Gallery. De graça!
Depois da Torre de Londres, fui para o outro lado do rio andar na Queens Walk num dia lindo, um sol incrível. Sentei lá por quase uma hora, só admirando a paisagem e pensando na vida. Deixei o Borough Market pro último dia. Adorei! Aproveitei e conheci a Southwark Cathedral que fica ao lado. Fui também na Saint Martin in the Fields na Trafalgar Square, onde tomei sopa na Cripta. Ambas são lindas!
Repeti outros lugares tb, como Camden Town que, com certeza, irei sempre visitar quando for à Londres. Eu AMO aquele lugar! Amo música, rock principalmente, e encontro lá muitas coisas que gosto, como pôsteres, quadros e CD´s dos meus artistas favoritos. Sem contar a diversidades de sons, comida e cultura que têm por lá e enriquece qualquer ambiente.
Esses foram os pontos principais e inéditos da minha segunda ida à Londres, sem contar as caminhadas no Hyde Park, Regent´s Park, Big Ben, Trafalgar Square etc. Espero voltar em breve porque amo essa cidade!"
segunda-feira, 10 de junho de 2013
52 objetos: semana 43
O que é: coleção de livros de arte e catálogos de exposições
Onde fica: espalhada pela sala - tem na mesa de centro, na estante, no rack da tv
Por que foi escolhido: já contei aqui no blog que uma grande frustração é não ter seguido em frente com a pós de história da arte. Mas aprendi a dar meu jeito de continuar aprendendo: com os livros. Tenho alguns livros que ensinam o assunto de forma bem fácil, como o "Estilo, Escolas e Movimentos" e "50 British Artists You Should Know". Volta e meia pego algum pra dar uma lida ou pra consultar algum nome de artista ou obra que gostei de ver no museu. Já os catálogos eu compro como lembrança das exposições e museus que visitei e gostei - é uma ótima maneira de aprender também. Sempre que releio um catálogo de uma exposição antiga, lembro exatamente dos quadros que vi e gostei. Assim, fica mais fácil "ativar" a memória.
E o que mais: eu adoraria um dia trabalhar em algum museu, mas não sei exatamente fazendo o que. Enquanto isso, vou namorando meus livros e fazendo uns cursinhos aqui e ali!
Onde fica: espalhada pela sala - tem na mesa de centro, na estante, no rack da tv
Por que foi escolhido: já contei aqui no blog que uma grande frustração é não ter seguido em frente com a pós de história da arte. Mas aprendi a dar meu jeito de continuar aprendendo: com os livros. Tenho alguns livros que ensinam o assunto de forma bem fácil, como o "Estilo, Escolas e Movimentos" e "50 British Artists You Should Know". Volta e meia pego algum pra dar uma lida ou pra consultar algum nome de artista ou obra que gostei de ver no museu. Já os catálogos eu compro como lembrança das exposições e museus que visitei e gostei - é uma ótima maneira de aprender também. Sempre que releio um catálogo de uma exposição antiga, lembro exatamente dos quadros que vi e gostei. Assim, fica mais fácil "ativar" a memória.
E o que mais: eu adoraria um dia trabalhar em algum museu, mas não sei exatamente fazendo o que. Enquanto isso, vou namorando meus livros e fazendo uns cursinhos aqui e ali!
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Leitura: Equador, Miguel Sousa Tavares
Que livro! Muito, muito bom mesmo - bem que meu pai disse que eu ia gostar. Esse é mais um da leva de livros em português que meus pais deixaram aqui ano passado. E acho que não vou devolver, esse é aqueles de guardar na estante pra sempre.
Bom, um pouco sobre a história dele, que se passa no começo do século 20: Luís Bernardo Valença, um playboyzinho de Lisboa mas cheio de opiniões políticas (as quais são as vezes publicadas nos jornais de Portugal), é convidado pelo rei de Portugal para governar as ilhas de São Tomé e Príncipe (que ficam na linha do Equador, daí o nome).
É uma situação complicada: ele se vê meio que obrigado a aceitar o "convite" e então vai pra lá, onde tem a missão de convencer um cônsul inglês que as roças de cacau e café das ilhas não usam trabalho escravo. Vocês não tem noção da encrenca.
Bom, o livro até a metade já é ótimo, mas aí com a chegada do cônsul inglês na ilha é que a coisa fica boa. Uma vez que você chega nessa parte, não dá mais pra largar a leitura!
Leiam, é realmente sensacional. Com certeza vou procurar outros títulos desse mesmo autor, já até me deram indicação quando postei a foto dele no Instagram.
Bom, um pouco sobre a história dele, que se passa no começo do século 20: Luís Bernardo Valença, um playboyzinho de Lisboa mas cheio de opiniões políticas (as quais são as vezes publicadas nos jornais de Portugal), é convidado pelo rei de Portugal para governar as ilhas de São Tomé e Príncipe (que ficam na linha do Equador, daí o nome).
É uma situação complicada: ele se vê meio que obrigado a aceitar o "convite" e então vai pra lá, onde tem a missão de convencer um cônsul inglês que as roças de cacau e café das ilhas não usam trabalho escravo. Vocês não tem noção da encrenca.
Bom, o livro até a metade já é ótimo, mas aí com a chegada do cônsul inglês na ilha é que a coisa fica boa. Uma vez que você chega nessa parte, não dá mais pra largar a leitura!
Leiam, é realmente sensacional. Com certeza vou procurar outros títulos desse mesmo autor, já até me deram indicação quando postei a foto dele no Instagram.
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